ESPLANAR

JOÃO PEDRO GEORGE
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quarta-feira, dezembro 21, 2005

 

Vacuidade

O caso de Mário Soares não espanta tanto. Mário Soares possui a cabeça de um governador civil do Sr. Dr. Afonso Costa e não custa imaginá-lo, em 1912, declarando na farmácia da Lourinhã as suas convicções de republicano, laico e socialista. Depois de Jaurès não aprendeu nada, nem esqueceu nada. Há quase um século que não lhe entra uma ideia na cabeça, como coisa distinta das trivialidades piedosas para uso oratório, que ele adapta à variável inclinação dos tempos.

Soares está velho de mais para mudar e, de resto, até quando era novo, nunca se distinguiu pela subtileza.

Vasco Pulido Valente, Esta Ditosa Pátria, Lisboa, Relógio d'Água, 1997, p. 164.



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